Lula entrevistado por Mino Carta, el director de la mejor revista política del Brasil, explicando la esencia, en definitiva, del peronismo
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domingo, 12 de octubre de 2014
sábado, 23 de noviembre de 2013
Lula se equivoca
Venimos desde hace rato hablando del proceso judicial contra dirigentes del PT brasileño, montado sobre el supuesto desvío de fondos destinados a publicidad oficial y conocido como "mensalão". A pesar de que este sistema no había tenido el visto bueno del compañero Lula, estuvo claro desde un principio que el Poder, o, como sería mejor dicho, la Casa Grande, iba a usar esto para pegarle a él mismo.
Lula asumió la presidencia y tuvo en seguida un intento de golpe via corrida cambiaria. El dólar se fue a casi 4 reales en pocas semanas. Su gobierno consiguió sujetar la situación, y fue encarando un proceso de redistribución de la renta, bastante tibio, pero revolucionario para un país del tamaño, la población y el atraso social como es Brasil. Hizo también que las grandes empresas brasileñas se internacionalizaran, financiando su expansión por el resto de Latinoamérica, empezando por Argentina. Todo con dinero de las cajas de previsión (¡¡el de los jubilados!!). Marfrig, Friboi, Vale, Embraer, Sadia - Perdigão, Odebrecht, entre otras.
Pero a pesar de hacer que su país sea mejor para todos sus habitantes, incluyendo a los empresarios que vieron cómo 60 millones de miserables ahora "faziam três refeições por dia" (tres comidas por día) y tenían un dinerito para gastar, eligieron seguirlo castigando. Y en esto, Lula se equivoca al ser tan contemplativo con estos palazos. Si bien el estilo más agresivo de los países hispanos no cuela mucho en Brasil, un poco más de firmeza con la oligarquía no le hubiera traído más problemas que los que ya tenía.
Al aparecer este "escándalo" y toda la campaña mediática subsecuente, Lula podía haber elevado el tono, pero eligió callarse y responder tarde. Con las palabras justas, eso sí, pero tarde. Y los tiempos, en política, importan.
jueves, 21 de noviembre de 2013
Brasil, de cómo la Corte Suprema de "Justicia" de allá comete injusticias
Siguiendo con el tema de las prisiones ilegales de José Dirceu, Jośe Genoíno y Delúbio Soares, que ya tratamos en posts anteriores. Esta vez, sobre el uso mediático y el castigo a los plebeyos del PT
Una sorprendente nota de Janio de Freitas, columnista de la Folha de São Paulo
O show dos erros
No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.
Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de "doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais".
José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os "cuidados específicos", enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso?
A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à "lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio", nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?
Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da "carta de sentença", que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.
Com a "carta de sentença", outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.
Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?
Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?
Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.
Una sorprendente nota de Janio de Freitas, columnista de la Folha de São Paulo
O show dos erros
No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.
Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de "doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais".
José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os "cuidados específicos", enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso?
A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à "lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio", nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?
Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da "carta de sentença", que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.
Com a "carta de sentença", outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.
Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?
Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?
Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.
miércoles, 13 de noviembre de 2013
El racismo en Brasil: Sobre cotas para negros y pobres
Hace algunos ańos, el gobierno del PT impulsó la instauración de cotas para el ingreso a la universidad pública. A causa de que existen cupos y examen de ingreso, para quienes vienen de las clases populares es extremadamente dificil entrar a la universidad.
Los blancos de allá suelen ufanarse y decir "Brasil es una democracia racial", concepto que nunca entendí. Particularmente porque si eso significa lo que uno entiende, es una frase demasiado contradictoria con lo que uno ve claramente en los pasillos de una universidad cualquiera: los negros, a pesar de ser por lo menos la mitad del país, no están en la universidad pública, salvo rarísimas excepciones. Se los ve haciendo limpieza o como porteros o choferes. No como alumnos. Y los pocos que han podido ingresar, cuentan historias terribles, no sólo por venir de hogares menos pudientes, sino básicamente por los prejuicios y la discriminación racial.
La instauración de las cotas generó polémicas, de las cuales podemos hablar en otro post. En éste, quiero ponerles un fragmento de un texto escrito por un juez, William Douglas, que originalmente estaba en contra.
Lean
"Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que “antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia”. Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.
Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados."
El texto completo, aquí
Los blancos de allá suelen ufanarse y decir "Brasil es una democracia racial", concepto que nunca entendí. Particularmente porque si eso significa lo que uno entiende, es una frase demasiado contradictoria con lo que uno ve claramente en los pasillos de una universidad cualquiera: los negros, a pesar de ser por lo menos la mitad del país, no están en la universidad pública, salvo rarísimas excepciones. Se los ve haciendo limpieza o como porteros o choferes. No como alumnos. Y los pocos que han podido ingresar, cuentan historias terribles, no sólo por venir de hogares menos pudientes, sino básicamente por los prejuicios y la discriminación racial.
La instauración de las cotas generó polémicas, de las cuales podemos hablar en otro post. En éste, quiero ponerles un fragmento de un texto escrito por un juez, William Douglas, que originalmente estaba en contra.
Lean
"Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que “antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia”. Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.
Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados."
El texto completo, aquí
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sábado, 14 de septiembre de 2013
Murió Luiz Gushiken, un digno militante del PT
Luiz Gushiken fue empleado bancario y sindicalista. Más importante, fundador y militante del PT. Cuando Lula llega al gobierno en 2002, Gushiken asume cargos a nivel nacional. En el año anterior a la reelección de Lula (octubre de 2006), los grandes medios levantan una denuncia de un pirata de la política, que habla sobre un esquema de financiamiento del PT por "izquierda", llamado por la gran prensa "mensalão" (mensualidad, usando el tan típico aumentativo brasileño). Usando un mecanismo inventado por el opositor PSDB (el partido del ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), los compañeros movían dinero usado en publicidad gubernamental. Nada grave, en todo caso, porque era un mecanismo que usaban todos, y que en definitiva, la conducción del PT perdió por ingenuidad. Estos hechos fueron fogoneados y elevados a nivel de crimen de lesa patria por los grandes medios brasileños, el Estadão, la Folha, la Rede Globo, y los caniches que se fueron prendiendo a lo que los grandotes ladraban. El PT fue fusilado mediáticamente, con particular énfasis en la vieja guardia militante, Luiz Gushiken, José Dirceu, José Genoíno y otros, en el intento de pegarlo a Lula. Todos esos militantes tenían una historia de lucha y compromiso, y representaban al subsuelo de esa patria. Por supuesto esto era incompatible con lo que se esperaba del gobierno de un país que todavía lleva las marcas del regimen de esclavitud, el país de la Casa Grande e Senzala. El PT había cometido el pecado de pretender torcer un poquito el rumbo tradicional de esa república imperial. Y el Poder Judicial, como guardián del sistema que es, hizo su trabajo. Condenó a casi todos los militantes petistas, incluyendo a su cúpula en el insólito y muy utilizado argumento de que "no podían desconocer lo que pasaba". El Supremo Tribunal, la Corte Suprema de Pollo de allá, con esa decadencia que empieza con el ridículo de usar togas, condenó a varios militantes históricos con prisión efectiva, entre ellos el gran José Dirceu. Con Gushiken era tan evidente el prejuzgamiento que tuvieron que inocentarlo.
Lamentablemente el PT se tuvo que morfar esto. Incluyendo tener que ver cómo hacer para que Genoíno y Dirceu no terminen presos. Sólo para ilustrar, ese esquema de desvío había sido inventado por un político mineiro, Eduardo Azevedo. Ese caso, muy anterior a éste que involucraba al PT, ni siquiera entró en fase de instrucción. Y de esto pasaron más de 10 años. Dos pesos y dos medidas, de forma asquerosamente alevosa.
Por si no queda claro, el Poder NUNCA va a perdonar a quienes hacen política en beneficio del Pueblo. Y van a hacer todo lo posible por bajarte, por cualquier medio.
Lamentablemente el PT se tuvo que morfar esto. Incluyendo tener que ver cómo hacer para que Genoíno y Dirceu no terminen presos. Sólo para ilustrar, ese esquema de desvío había sido inventado por un político mineiro, Eduardo Azevedo. Ese caso, muy anterior a éste que involucraba al PT, ni siquiera entró en fase de instrucción. Y de esto pasaron más de 10 años. Dos pesos y dos medidas, de forma asquerosamente alevosa.
Por si no queda claro, el Poder NUNCA va a perdonar a quienes hacen política en beneficio del Pueblo. Y van a hacer todo lo posible por bajarte, por cualquier medio.
viernes, 11 de enero de 2013
La "Casa-Grande" brasileña tampoco descansa
Del fundador y director de Carta Capital, Mino Carta, sobre los desafíos de Dilma, Lula y el PT frente a la oligarquía:
"O governo Dilma dá um passo adiante em relação àquele que o precedeu. Mexe com os interesses do poder real, conforme a opinião de analistas atilados. Ousa o que Lula não ousou. E o balanço da primeira metade do seu mandato há de registrar esse avanço em primeiro lugar.
É justo perguntar aos nossos botões por que um país tão favorecido pela natureza não atingiu o grau de desenvolvimento que lhe compete. E a resposta é inescapável: a casa-grande ficou de pé e conseguiu, sem maiores esforços, a bem da verdade, manter a Nação atada ao seu próprio tempo de prepotência. “Eles querem um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”..."
Completa, aquí
"O governo Dilma dá um passo adiante em relação àquele que o precedeu. Mexe com os interesses do poder real, conforme a opinião de analistas atilados. Ousa o que Lula não ousou. E o balanço da primeira metade do seu mandato há de registrar esse avanço em primeiro lugar.
É justo perguntar aos nossos botões por que um país tão favorecido pela natureza não atingiu o grau de desenvolvimento que lhe compete. E a resposta é inescapável: a casa-grande ficou de pé e conseguiu, sem maiores esforços, a bem da verdade, manter a Nação atada ao seu próprio tempo de prepotência. “Eles querem um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”..."
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domingo, 19 de febrero de 2012
Lula en el corazón de su Pueblo
Los que hacemos este blog somos fanáticos del Carnaval y de Lula. Por eso nos emocionó ver el homenaje que la escola do samba Gaviões da Fiel (que es la barra del Corinthians) le hizo en este carnaval al primer presidente de origen obrero de nuestro país vecino. Los samba enredos son muy animados, pero con este video nos hicieron lagrimear un poco
El video arranca con unos acordes de un forró emblemático del Nordeste pobre brasileño, "A vida do viajante", de Luiz Gonzaga. Luego siguen los acordes iniciales del himno nacional brasileño.
Un homenaje espectacular de alguien que ganó el corazón de su castigado pueblo.
El video arranca con unos acordes de un forró emblemático del Nordeste pobre brasileño, "A vida do viajante", de Luiz Gonzaga. Luego siguen los acordes iniciales del himno nacional brasileño.
Un homenaje espectacular de alguien que ganó el corazón de su castigado pueblo.
viernes, 22 de abril de 2011
Gobiernos que hacen valer los derechos del pueblo
Esto acaba de pasar en Siderar, donde los Rocca pensaban que iban seguir teniendo al socio bobo, ése que pone plata y no tiene derecho a preguntar qué pasa ni a ver las cuentas.
Resulta que algo extremadamente parecido pasó en Brasil hace un par de semanas. La Vale do Rio Doce es una de las mayores empresas de minería del mundo, con sede en el país vecino; cuya composición accionaria está basada en capitales japoneses y chinos, además de una parte sustanciosa de fondos de jubilación administrados por el Estado (PREVI). Resulta que el año pasado, a pesar de sus resultados positivos, la empresa despidió a una buena cantidad de empleados. Encima, antes de las elecciones. Ello valió el enojo del compañero Lula con el Sr Roger Agnelli (algo que ver con la "famiglia" FIAT?), el CEO de la Vale.
Resultado: Dilma le sacó la roja, y la Vale tuvo que buscarse otro CEO. No sin rezongos en los grandes medios y sus revistas de negocios. Pero el Estado brasileño no está manejado por bobos. Como aquí. Como vemos, los '90 se acabaron, así que váyanse enterando. Y ojo, que de nuestro lado tenemos fieras, dispuestos a defender los derechos del pueblo
Resulta que algo extremadamente parecido pasó en Brasil hace un par de semanas. La Vale do Rio Doce es una de las mayores empresas de minería del mundo, con sede en el país vecino; cuya composición accionaria está basada en capitales japoneses y chinos, además de una parte sustanciosa de fondos de jubilación administrados por el Estado (PREVI). Resulta que el año pasado, a pesar de sus resultados positivos, la empresa despidió a una buena cantidad de empleados. Encima, antes de las elecciones. Ello valió el enojo del compañero Lula con el Sr Roger Agnelli (algo que ver con la "famiglia" FIAT?), el CEO de la Vale.
Resultado: Dilma le sacó la roja, y la Vale tuvo que buscarse otro CEO. No sin rezongos en los grandes medios y sus revistas de negocios. Pero el Estado brasileño no está manejado por bobos. Como aquí. Como vemos, los '90 se acabaron, así que váyanse enterando. Y ojo, que de nuestro lado tenemos fieras, dispuestos a defender los derechos del pueblo
domingo, 20 de marzo de 2011
El Imperio siempre ataca
Con la excusa antigua de defender la democracia, el Imperio bombardea Libia. Así como fue en Irak, que cuando Saddam dejó de ser un hijo de puta que les era útil, no tuvieron empacho en mandarlo al muere, matando. Pobre Libia. EEUU debutó como imperio justamente bombardeando Trípoli en el siglo XIX, y fue allí que nacieron los Marines.
Además de nuestro repudio, merece que recordemos que el presidente de EEUU puede ser negro, blanco, amarillo o gris, pero siempre será el presidente del Imperio.
Como enseñanza para quienes se rasgaron las vestiduras porque Obama no nos visitaba, vean por las feas por las que pasaron nuestros vecinos brasileños en la nota de Nepomuceno en Página. Pena que a varios les faltó el pulso para hacer lo que hizo Lula, y mandarlo a cagar.
Tal vez esta acción salvaje haya sido el motivo por el cual se hacía tanta alharaca del "cataclismo nuclear" en Japón.
Además de nuestro repudio, merece que recordemos que el presidente de EEUU puede ser negro, blanco, amarillo o gris, pero siempre será el presidente del Imperio.
Como enseñanza para quienes se rasgaron las vestiduras porque Obama no nos visitaba, vean por las feas por las que pasaron nuestros vecinos brasileños en la nota de Nepomuceno en Página. Pena que a varios les faltó el pulso para hacer lo que hizo Lula, y mandarlo a cagar.
Tal vez esta acción salvaje haya sido el motivo por el cual se hacía tanta alharaca del "cataclismo nuclear" en Japón.
sábado, 9 de octubre de 2010
miércoles, 22 de septiembre de 2010
últimas postales de Brasil, antes de las elecciones
Se vienen las elecciones en esta, la segunda mayor democracia del mundo. Los viejos PSDB intentan la bala de plata para bajar a Dilma Roussef, tratando de imitar la intentona de 2006 con el "Mensalão". Piden minuto, paran el partido, no se dan cuenta que todo está perdido. Y es así nomás. José Serra no disimula la frustración de perder la última chance de ser presidente, y recupera el viejo lenguaje gorila de la ARENA, el partido que propició la Dictadura del '64.
Este país hierve de calor seco y se ahoga en la humareda de las "queimadas", que parecen cubrir todo (y después dicen que los indios eran ecológicos...). Las calles están abarrotadas de "cabos eletorais" que hacen propaganda agitando banderas por los innumerables candidatos que participan en las diferentes "coligações" que permite y alienta la ley de lemas (a la brasileña). Las "carreatas" (caravanas de autos) cruzan por toda la ciudad. Los templos evangélicos haciendo propaganda por algún pastor ("crente vota crente"). El viejo Partidão (el Partido Comunista Brasileiro) que ha resucitado de sus cenizas. El disidente y super oportunista PCdoB exponiendo candidat@s bell@s (y votad@s!). La propaganda por radio y TV nos aturde con toda clase de candidatos y mentiras más o menos descaradas. El único factor constante es que casi todos muestran alguna imagen de Lula, el hombre del pueblo que cambió la historia de este país enorme y pobre, lleno de riquezas naturales, ufanista y con aspiraciones de grandeza.
Dilma, a nuestro gusto, será algo así como la Chirolita del compañero Lula. De todos los presidenciables que podía presentar, Lula eligió a una técnica muy competente y sólida, pero que jamás fue electa para ningún cargo. No podemos dejar de pensar en que Lula se está asegurando la vuelta al poder en 4 añitos. Pero ya está. Ella será la primera mujer presidente de Brasil.
El PSDB se romperá, al menos en lo que respecta al ex-gobernador de Minas y nieto de Don Tancredo, Aécio Neves. Astutamente, las jóvenes guardias del partido tucano se preparan para la renovación generacional, y se cuidan muchísimo de criticar a Lula. Quien sabe, el radicalismo nuestro tome nota y largue al balbinismo como fuente de inspiración política.
A la elección le seguirá el reparto de cargos a los amigos (hay montones de partidos, cargos de diputado y ministerios (algo así como 33)); el troca-troca de partido entre los electos, buscando el mejor lugar al sol (cerquita pero no tanto del gobierno), para vender caro el apoyo en la base aliada.
Seguirán las bellas goianas mostrándose por las calles, las policías de gatillo fácil patrullando con ametralladoras (no la de Lucas Carrasco), las ventas a 30 cuotas, la venta de pirateados de todo origen. Los miles que nacieron en el campo, y que hoy pueden ir a un hospital y mandar sus hijos a la escuela. Los hijos de los plebeyos que empiezan a "ennegrecer" y "aindiar" las universidades públicas. Los motoqueros muriendo por hacer la entrega a tiempo, como si fueran el Poney Express. Mino Carta seguirá haciendo una de las mejores revistas de actualidad política que ya leí, Carta Capital. Los 14 millones de analfabetos, los millones que pasaron de la clase D a la C. Los ricos que viajan en helicóptero y tienen aviones privados. Los barcitos sucios con la cerveza más exquisitamente fria ("estúpidamente gelada") y siempre a punto.
Y los pibes preparándose para ser los mejores en 2014. Lula seguirá en la cancha
Este país hierve de calor seco y se ahoga en la humareda de las "queimadas", que parecen cubrir todo (y después dicen que los indios eran ecológicos...). Las calles están abarrotadas de "cabos eletorais" que hacen propaganda agitando banderas por los innumerables candidatos que participan en las diferentes "coligações" que permite y alienta la ley de lemas (a la brasileña). Las "carreatas" (caravanas de autos) cruzan por toda la ciudad. Los templos evangélicos haciendo propaganda por algún pastor ("crente vota crente"). El viejo Partidão (el Partido Comunista Brasileiro) que ha resucitado de sus cenizas. El disidente y super oportunista PCdoB exponiendo candidat@s bell@s (y votad@s!). La propaganda por radio y TV nos aturde con toda clase de candidatos y mentiras más o menos descaradas. El único factor constante es que casi todos muestran alguna imagen de Lula, el hombre del pueblo que cambió la historia de este país enorme y pobre, lleno de riquezas naturales, ufanista y con aspiraciones de grandeza.
Dilma, a nuestro gusto, será algo así como la Chirolita del compañero Lula. De todos los presidenciables que podía presentar, Lula eligió a una técnica muy competente y sólida, pero que jamás fue electa para ningún cargo. No podemos dejar de pensar en que Lula se está asegurando la vuelta al poder en 4 añitos. Pero ya está. Ella será la primera mujer presidente de Brasil.
El PSDB se romperá, al menos en lo que respecta al ex-gobernador de Minas y nieto de Don Tancredo, Aécio Neves. Astutamente, las jóvenes guardias del partido tucano se preparan para la renovación generacional, y se cuidan muchísimo de criticar a Lula. Quien sabe, el radicalismo nuestro tome nota y largue al balbinismo como fuente de inspiración política.
A la elección le seguirá el reparto de cargos a los amigos (hay montones de partidos, cargos de diputado y ministerios (algo así como 33)); el troca-troca de partido entre los electos, buscando el mejor lugar al sol (cerquita pero no tanto del gobierno), para vender caro el apoyo en la base aliada.
Seguirán las bellas goianas mostrándose por las calles, las policías de gatillo fácil patrullando con ametralladoras (no la de Lucas Carrasco), las ventas a 30 cuotas, la venta de pirateados de todo origen. Los miles que nacieron en el campo, y que hoy pueden ir a un hospital y mandar sus hijos a la escuela. Los hijos de los plebeyos que empiezan a "ennegrecer" y "aindiar" las universidades públicas. Los motoqueros muriendo por hacer la entrega a tiempo, como si fueran el Poney Express. Mino Carta seguirá haciendo una de las mejores revistas de actualidad política que ya leí, Carta Capital. Los 14 millones de analfabetos, los millones que pasaron de la clase D a la C. Los ricos que viajan en helicóptero y tienen aviones privados. Los barcitos sucios con la cerveza más exquisitamente fria ("estúpidamente gelada") y siempre a punto.
Y los pibes preparándose para ser los mejores en 2014. Lula seguirá en la cancha
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